Moinho Dallé

Anta Gorda (Linha Borghetto)
Construção: 1919
Estado: fechado

Histórico 

1919 Giuseppe Bortolanza constrói o moinho movido a energia hidráulica com um jogo de pedras mó para a moagem de milho.

1926 Os irmãos José e Theobaldo Acco adquirem o moinho e acrescentam mais um jogo de pedras mó para a moagem de trigo.

1950 José Dallé compra a parte societária do seu tio José Acco. O moinho ganha o nome de Moinho Acco e Dallé Ltda.

1953 – José Dallé e Genoíno Dallé adquirem as partes societárias de Theobaldo Acco e Riccieri Acco e constituem o Moinho Irmãos  Dallé Ltda. Neste ano um segundo módulo de 10m de altura e um silo com capacidade de armazenamento de até 200 toneladas de trigo são acrescentados. O moinho passa à energia de propulsão a óleo. É instalado um cilindro para moagem de trigo.
 
1967 – José Dallé adquire a parte societária de Genoino Dallé, que em 1969 seria eleito prefeito de Anta Gorda. O moinho passa a denominar-se Moinho José Dallé Ltda

1980 Com o falecimento de José Dallé, os seus filhos assumem o negócio e o moinho finalmente passa a ter seu nome atual, Moinho Dallé Ltda.

1982 O cilindro de trigo é desativado.

1990 Volta a funcionar o cilindro para a produção de farinha de trigo.

1995 O cilindro para moagem de trigo é novamente desativado e o moinho passa a produzir somente farinha de milho.

2000 Judith Cortesão com seus alunos do curso de mestrado em Educação Ambiental da FURG (Fundação Universidade Federal do Rio Grande) visitam o moinho e encantam-se com a região do Borghetto, suas edificações de madeira (Bodega Goldoni, Capitel de Santa Maria Bambina, antigo hotel) e com a tranqüilidade do lugar.

2008 O Moinho Dallé segue funcionando e é incluído no Caminho dos Moinhos.

2015 No dia 5 de outubro é iniciado pelo prefeito Neori Luiz Dalla Vecchia, o processo de Tombamento do Moinho Dallé e da Madeireira Madeborg, ambos os bens de interesse histórico localizados na Linha Borghetto, e também da Casa Martelli, na Linha Viena, em uma parceria entre a Administração Municipal, a AAMoinhos, o EMAU da Univates e os proprietários dos imóveis.

2021 Durante a pandemia de Coronavírus, falece o proprietário do Moinho, que fecha suas portas para a comunidade e deixa de produzir a farinha de milho “La Mamma”.